Como Ângela Marafiga começou a benzer
Quando a filha da Angela nasceu, a sua mãe ficou uns dias com elas. Nesse tempo, ela pediu para sua mãe que ensinasse a benzer e, então, ela escreveu no papel o que ouvia e decorou as benzeduras.
Na entrevista, ela nos cdisse que fazia 16 anos que ela benzia, que no começo tinha vergonha porque era muito nova e nos contou uma história vivida. Essa história foi mais ou menos assim:
Um dia, eu estava na frente da minha casa quando uma mulher desceu de um táxi com um pé muito inchado. Eu senti que tinha que ajudar a senhora e disse:
- Vamos lá no fundo que eu vou costura o teu pé.
A senhora aceitou o convite e fomos até o quarto do fundo. Eu peguei uma linha, uma agulha, um pano branco e costurei o pé machucado perguntando para a pessoa ferida:
- O que eu cozo, Joana?
A Joana respondeu:
- Carne rendida, osso rendido, nervo torcido.
Depois disso, eu completei:
- Assim, eu cozo em nome de Deus, do Filho, do Divino Espírito Santo. Amém.
No outro dia, a senhora voltou bem faceira porque estava caminhado normal. Benzi mais duas vezes e ela ficou melhor e eu me senti bem em ajudar aquela pessoas através da benzedura.